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Influência Jovem -
A pergunta da semana partiu de um atleta da seleção brasileira de volei. Em sua conta do Instagram, Maurício Souza postou uma imagem do atual Superman beijando um garoto e perguntou “Onde vamos parar?”


Partisse de um cidadão anônimo, a pergunta não encontraria maior eco do que a expressão particular e exclusiva de uma pessoa em seu direito no que concerne a vocalização dos seus valores pessoais e morais. O que não deveria ter tido maiores contornos acabou ganhando escalas dramáticas pois virou vitrine para uma pressão militante organizada que acabou por obrigar o clube a dispensar o jogador, privando-o do direito humano mais elementar que é o de sustentar e de proteger seu bem mais valioso, sua família.


O ponto focal é entender quem fez isto, quem são os “justiceiros sociais” que se arrogaram no direito potencial de destruir uma carreira de sucesso e de colocar em situação de risco a família do atleta. Para isto, precisamos primeiro definir o papel do herói para contextualizar a pergunta original: “Onde vamos parar?” E o que a turma regressista (aqui o significante bate com o significado) pretende com esta ressignificação do Homem de Aço e ações congêneres. 


A definição de super-herói parece contraditória pois o termo herói refere-se a pessoa que põem em risco a própria vida para salvar a vida de outros, a professora mineira Heley Abreu e o morador de rua Francisco Erasmo de Lima, são exemplos de heróis reais. Já o prefixo “super” indica a posse de superpoderes. Jeph Loeb e Tom Morris comentam este paradoxo argumentando que “quanto mais poderoso for um indivíduo, menos riscos ele correrá combatendo o mal e ajudando os outros”, ou seja, quanto mais super, menos heroico e, quanto mais heroico, menos super. 


Parece um oxímoro mas não o é, pois o super-herói não é apenas um indivíduo de força extraordinária, mas aquele cujo caráter nobre o leva a fazer atos dignos. Não haveria uma mulher “super” que salvasse 25 crianças de uma creche em chamas sem uma “heroína” de caráter sublime, tampouco, um homem “super” sem a abnegação e a coragem para salvar uma desconhecida sob a mira do revólver. 


Estes heróis reais, verdadeiros exemplos de sacrifícios e atos nobres, estão tão presentes entre nós que facilmente ignoramos o seu caráter distinto, apenas aparecendo na mídia em casos extremamente excepcionais, como os supracitados. Ademais, bombeiros, policiais, médicos, professores e enfermeiros também transcendem seus interesses particulares diariamente, buscando a excelência do ser humano. A despeito da vocação heroica, a sociedade moralmente anestesiada reconforta-se afirmando que “eles fazem isto porque gostam”, logo, “não são melhores que nenhum de nós”. É o consolo do egoísmo anônimo na multidão. 


O conceito normativo do herói - como deveriam ser - vai além das roupas colantes coloridas e dos superpoderes, paira sobre o imaginário, é o inspiracional: o altruísmo, a dedicação ao que é bom.  Nos lembram da importância da autodisciplina, do auto-sacrificio, da determinação moral. Falam diretamente ao coração dos homens, das suas aspirações e dos seus medos. 


Todos tememos o mal, faz parte da natureza humana mas, o que aconteceria se eu tivesse que resistir ao mal usando da violência? Derrotar o mal com violência? E se este mal (ou a projeção dele para algumas pessoas) for a opinião de um atleta famoso que ousou questionar a ressignificação de uma figura popular associada a um protetor de um padrão de perseverança moral e de valores que inspira o seu modo de vida? Derrotá-lo violentamente, reduzir sua vida a pó, não significaria o mal triunfando em minha alma?


Heróis são exemplos de como usar a força dentro dos limites éticos e morais, sem deixar que isto repercuta negativamente em seu caráter. São nossas projeções ideais de autodomínio, do nosso medo diante do mal, exemplos de perseverança e de valores, os quais nunca são transgredidos. Maurício não cometeu nenhum crime e, justamente por defender seus princípios dignamente, resistindo à tentação da falsa redenção, é um herói. Já para a turma “regressista” que combate o “mal” utilizando-se da mais ignóbil e pusilânime violência, não passam de anti-heróis, travestidos de um falso moralismo e equiparados aos piores vilões fictícios ou reais, para os quais os fins justificam os meios.
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