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Entendi

As crianças de hoje crescem aprendendo que uma ameaça se neutraliza com palavras.

Influência Jovem -
Em Dora Aventureira, a ameaça vem na forma de uma raposa, que volta e meia aparece para trapacear ou para roubar algo (assim como em todas as relações humanas, e nunca será diferente). O desenho animado ensina que para Dória eliminar uma ameaça, basta desejar – com muita força – e gritar três vezes, a todo pulmão: “Raposo, não pegue!” e a ameaça se extingue. Nada mais simples, nada mais bonitinho e nada mais irrealisticamente perigoso! É de arrepiar a espinha imaginar como essa criança lidará com os seus problemas quando for um adulto e tiver que encarar um simples contratempo – no trabalho, na rua ou de um relacionamento. O desejo explícito e não atendido tornar-se-á uma incógnita da qual é impossível prever as consequências.

Quando a proteção Estatal falha, quando alguns indivíduos não respeitam as tais “palavras no papel”, concorde você ou não com os motivos, quando não aparecer uma alma fardada para proteger a você ou a sua família, o que irá restar? A única coisa que sobrará será o indivíduo e a sua consciência. Em um conflito, nada impedirá o mais forte ou uma turba raivosa de tirar vantagem (bater, roubar, matar) o mais vulnerável, a não ser que este possua um modo de neutralizar e de tornar a ameaça desvantajosa para o agressor.

A geração que cresceu conectada ao mundo real, assistindo ao Pica-pau lidar com seus problemas, lidar com as suas frustrações, reagir a agressões e proteger-se delas, lida com muito mais habilidade às reviravoltas da vida real – aquela onde as “zonas seguras” podem evaporar de um minuto para o outro.

Lembro-me do casal californiano que apareceu de armas em punho, defendendo-se de vândalos travestidos de manifestantes que ameaçavam invadir a sua propriedade e à eles próprios.  O Estado não os protegeu mas sim o direito à proteção individual (ainda ele) que evitou um verdadeiro desastre. Foi o direito de “atirar” em quem invadisse a sua propriedade sem permissão (pisar na grama, literalmente) que persuadiu a massa raivosa de não massacrar o casal. Apenas imaginem a cena que veríamos caso eles não estivessem armados, caso eles gritassem a plenos pulmões: “Não entrem!” Será que funcionaria?

Ainda bem que esse casal assistiu bastante “Pica-Pau”. Fosse a geração "Dória Aventureira", estaria ajoelhada e implorando perdão choramingando: “Raposo, não pegue”, “Raposo, não bata”, “Raposo, não mate”.

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