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Entendi

Não.  Eu poderia encerrar por aqui, mas como o intuito é refletir sobre o tema, vou colocar alguns pontos que considero importantes, antes de chegar a qualquer conclusão sobre o que é considerado vandalismo e crime ambiental nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais).

 

A arte urbana é um movimento novo e que já faz parte do que consideramos como “arte contemporânea” ou “pós-contemporâneo”. Dentro desta vertente temos nomes reconhecidos internacionalmente, como Bansky na Europa, Kobra e os Gêmeos aqui no Brasil. O que há de comum entre eles é que vieram da cultura das ruas, o mesmo ambiente do hip-hop, do grafite e dos pichadores. Em qualquer reportagem ou documentário sobre o tema você verá que o tipo de material que produzem, segundo eles, é a expressão de uma população à margem da sociedade, que sua arte não é aceita dentro do meio artístico. Pelos mesmos motivos justificam-se a isenção de penalidades que um cidadão comum tomaria se invadisse uma propriedade privada ou danificasse um patrimônio público.  

 

Não é possível encaixar o pichador em uma única modalidade, alguns criam seu repertório, andam sozinhos ou em grupo, picham lugares aleatórios ou pontos de interesse específicos. Tentam superar entre si pichando nos lugares mais arriscados, subindo em prédios e construções abandonadas, como sinal de poder e marcação de território.

 

Não será preciso mostrar a lista de infrações que cometem para saber que a pichação não é uma arte digna de respeito. Pelo mesmo motivo que os charlatões dos cavaletes e dos palcos, que usam da arte para promover suas militâncias partidárias ou aberrações que qualquer ser humano com cérebro olha com desprezo, como no caso do peladão do museu, onde crianças interagiram com um homem adulto nu. Digo que a pichação entra no mesmo quadro dos masturbadores intelectuais da academia, que fazem arte para si e obrigam o público a gostar do que não é para ser apreciado.

 

A arte tem efeito quando o artista pega um material, seja ele qual for, e transforma em algo novo. O que o pichador faz é pegar uma questão interna mal resolvida e vomitar para o espectador na esperança que seja respeitado igual aos seus parceiros do grafite, do stencil e do lambe-lambe, que entenderam a metodologia da arte e fazem o que o homem busca nas criações, que é viajar nas narrativas através da beleza.

 

Mesmo os temas dramáticos são capazes de formular obras admiráveis aos nossos olhos e o bom artista é aquele que sabe transformar o lixo em luxo. Só é possível falar algo quando a pessoa está disposta a se expor e isso significa que em algum momento o artista terá que sair da sua zona de conforto e aprender novas línguas. Se você acha isso um absurdo e me considera um extremista, faça um teste: pegue duas imagens, uma de pichação e outra de arte figurativa, e entregue à primeira pessoa que você ver na rua. Peça para que ela escolha a que mais lhe agrada e verá que a maioria escolherá a que não seja a do pichador.

 

Além de criminoso, o pichador é só mais um mesquinho e egoísta como um típico artista atual, só que sem a grife e o status que as galerias dão às obras de arte.

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