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Influência Jovem -

O fator mais incômodo para os interessados em arte não é o tema da obra, como alguns podem sugerir, e sim o valor agregado a ela. Tanto os artistas consagrados como os hippies da praia são influenciados pelo mercado em algum ponto.

 

É comum ver em notícias que obras de arte são vendidas nos leilões por valores astronômicos e é provável que você tenha certa desconfiança sobre alguma obra que seja difícil de compreender. O preço de venda elevado leva em conta quem a produziu, a época, número de exemplares, a relevância do autor, etc. Mais que uma tela, o leiloeiro vende o nome do artista. Para o colecionador é uma conquista ter em seu acervo um Van Gogh,  um Cézanne ou Matisse pendurado na parede. Melhor ainda se conseguir reunir uma obra de cada período da história em seu museu. Há também aqueles que estão interessados em técnicas específicas e limitam sua busca por um período ou país.  Não importa a finalidade do colecionador, se é por ego, cultura ou lavagem de dinheiro, o investimento em arte rende lucros consideráveis, tendo em vista que ela se valoriza com o passar dos anos.

 

A super valorização que é dada a tudo aquilo que é colocado como arte já foi discutida entre os próprios artistas. Duchamp,  por exemplo, botou no início do século XX um mictório numa exposição e deixou a crítica batendo cabeça. Piero Manzoni enlatou suas próprias fezes e um dos seus exemplares foi vendido há poucos anos por mais de duzentos mil euros. As provocações em cima das obras renderam boas reflexões, mas é uma pena que hoje, com poucas exceções, os artistas não entendam que é preciso ir além do que macaquear um ato de mais de um século como se fosse uma nova descoberta.

 

Há o outro lado também,  o dos outros artistas que estão fora do circuito das artes e não podem escolher um valor digno para suas obras. O seu público muitas vezes não entende que uma pintura feita a mão demanda muitas horas de estudo e prática. Incontáveis foram as encomendas que perdi porque o cliente achou um absurdo desembolsar cem reais num desenho realista, por achar que somos máquinas impressoras de imagens. Um pouco mais de sorte podem ter as pessoas que vendem seus produtos em eventos fechados, porque o público que é interessado no tema acaba abrindo a carteira. Mas mesmo eles não estão a salvo de passar por períodos de baixa nas vendas.

 

Um dos causos mais famosos na história da arte foi quando Picasso. Certa vez, estava desenhando em um guardanapo no restaurante,  ao sair jogou o papel no lixo e uma moça o abordou perguntando o preço do desenho.  Ele deu um valor o suficiente para comprar o restaurante no qual estavam e a mulher ficou indignada, por um desenho feito em minutos valer tanto.  Picasso respondeu que para conseguir chegar até aquele nível de desenho rápido ele levou uma vida inteira de estudos. Esta situação serve de exemplo para que o público interessado olhe com mais atenção com relação ao valor de uma obra. Também vale notar se o artista é um performático enganador ou um meticuloso estudante, porque como já disse no início do texto o nome do autor pode fazer toda diferença.

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