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Influência Jovem -

Em 2014, o astro pop Justin Bieber começou a frequentar a igreja Hillsong em Los Angeles, na Califórnia. Tempos depois, anunciou publicamente sua conversão ao cristianismo, inclusive publicando em seu Instagram o vídeo de seu batismo nas águas. Desde então, vem postando vários conteúdos sobre sua fé em Jesus, e atualmente congrega na igreja Churchhome.

Muitos cristãos se animaram com a conversão de Bieber e viam nisto uma oportunidade para alcançar os jovens, pois a influência do ídolo pop é mundial.
Em 2021, parte do mundo gospel ficou estarrecido, quando Justin Bieber anunciou o lançamento de sua marca de cigarros de maconha, chamados “Peaches”, nome de uma música de seu álbum mais recente. 
Como assim, um cristão convertido usuário de maconha, defensor do uso de drogas e agora empresário que produz e vende maconha ?

O cantor canadense já havia anunciado publicamente que era usuário de maconha, mas agora declara que deseja acabar com o estigma contra os usuários de drogas. E ter lucro com isto, claro.
Para o mainstream liberal e neopetencostal está tudo certo. 
O uso e comércio da maconha é uma atividade legal e autorizada pela lei na Califórnia, e Bieber não comete nenhum ato ilegal. Segundo esta visão, o principal referencial para o comportamento do cristão são as normas legais vigentes. Se as leis autorizam, o cristão teria todo o direito de fazer.
Este forma de pensar enfrenta alguns problemas sérios.
Quer dizer então que se as leis autorizarem o sexo com crianças, os cristãos poderão se casar com meninas sem nenhum problema ?
Ou, se as leis legalizarem a prostituição – o que não está muito longe para acontecer no Brasil - os cristãos poderão contratar ou vender serviços sexuais?
Ou ainda, se as leis autorizarem assistir o suicídio de doentes, os cristãos poderão se dedicar à eutanásia ?
Para qualquer pessoa normal, a resposta a estas perguntas é intuitiva, reservando aos que defendem Bieber e sua apologia e comércio de maconha o escaninho da insignificância e vazio moral. 
Nem tudo que é lícito, convém, lembram ? (1Co 6,12)

Não pretendo abordar aqui aspectos bíblicos, talvez o faça em outro texto. Mas há alguns aspectos da legalização da maconha que merecem atenção, especialmente daqueles que se interessam pelos jovens e as novas gerações. 
Os jovens cristãos precisam ser mentoriados e guarnecidos de conhecimentos aplicáveis à sua vida cotidiana e relacionamentos. 
Versículos bíblicos são fundamento da vida cristã, mas a cultura, as leis e o pensamento organizado também têm relevância espiritual. 
Muitos cristãos conhecem bem a Bíblia, mas não têm nenhuma noção sobre relevantes temas de seu cotidiano como política, sexualidade ou drogas. É neste contexto que apresento algumas reflexões sobre a liberação da maconha.

Aqui é importante fazer uma distinção entre o consumo da maconha e o consumo de produtos derivados da maconha. No primeiro caso, estamos falando de pessoas que fumam cigarros ou ingerem a droga. No segundo, nos referimos a medicamentos ou produtos que são elaborados a partir do princípio ativo da maconha, o THC (tetrahidrocanabinol). Neste último caso, enquadra-se os medicamentos para dor crônica, insônia, autismo, epilepsia e depressão, onde não há efeito entorpecente, mas exclusivamente medicinal. 
Em outras palavras, ao fumar um cigarro de maconha o indivíduo é entorpecido e perde controle de funções cerebrais, mas ao usar um medicamento derivado da maconha, o paciente obtém um benefício medicinal, sem nenhum entorpecimento. 
Este é o ponto.
Os defensores da liberação da maconha aproveitam a ignorância das pessoas para defender a liberação da maconha, utilizando os benefícios medicinais de seu princípio ativo. Uma coisa é uma coisa, outra coisa e outra coisa.

Influência Jovem -

A maconha é uma droga, assim como o álcool e a cocaína. Droga, porque altera a percepção, o entendimento e age sobre o sistema nervoso central. Cada indivíduo tem uma reação particular ao consumo da maconha, e combinada com o consumo de álcool ou outras drogas, o efeito entorpecente é desastroso.

Muitos crimes são praticados sob o efeito de drogas, inclusive o álcool. Os estupros são um exemplo dramático disto. Segundo pesquisa realizada, em 90 por cento dos crimes sexuais contra mulheres, praticados em universidades americanas, a vítima ou o agressor estavam sob o efeito de maconha ou álcool. (Inteligência Emocional, Goleman)
Os que desejam sexo não consensual com mulheres certamente aprovam o uso da maconha por elas. Muitos criminosos até fornecem a droga à vítima para facilitar a realização de seus perversos desejos libidinosos.

Ao liberar o uso e comércio da maconha, os adolescentes são um público valioso. Se atualmente, embora proibido pela lei o consumo de álcool a menores de 18 anos de idade, observa-se o consumo desenfreado de cerveja e outras bebidas pelos adolescentes, imagine quando a maconha estiver sendo comercializada legalmente ?
Certamente não será diferente.
Os efeitos do consumo de drogas e álcool na infância e adolescência são destrutivos da higidez cerebral e comprometem gravemente o desenvolvimento físico e mental do indivíduo. Nem os defensores radicais do consumo da maconha aprovam ou defendem o consumo por crianças ou adolescentes. 
Isto para não falar do fato que, ao contrário de bebidas alcoólicas, a maconha pode ser produzida em casa. Basta um pequeno vaso de plantas e um lugar arejado com sol e voilá, drogas para todos. O controle disto é impossível e o acesso às drogas ilimitado.
A liberação da maconha é um desastre para crianças, adolescentes e jovens, á medida em que serão publicamente incentivados ao seu consumo.

Mas alguém poderia argumentar: “assim como a maconha, o álcool também entorpece, mas é comercializado e consumido em todo o mundo, inclusive por muitos cristãos.”
Verdade! 
A questão é, desejamos aumentar ou restringir o entorpecimento das pessoas na sociedade?
Ambos, o álcool e a Maconha deveriam ser restringidos. 
Assim como a liberação de bebidas alcoólicas não reduz a nocividade dos efeitos de seu consumo (embriaguez, crimes, conflitos sociais e familiares), a liberação da maconha não reduzirá os terríveis efeitos entorpecentes de quem a usa.

Para os cristãos em geral, o referencial é sempre individual: cada cristão deve estar atento à sua individualidade para aferir se convém consumir álcool. 
Mas há uma prescrição Biblica universal: jamais vos embriagueis. Ef 5,18.

Despreparados para os temas culturais, os cristãos falam e agem como vem à mente. 
Os ativistas anticristãos, por outro lado, estão preparados e têm uma pauta bem clara de conquista: infância, adolescência e jovens. 
Os EUA já são uma nação pagã, agora com Maconha. 
A liberação da maconha no Brasil pode ser mais uma conquista dos das trevas.
Não precisamos despencar do abismo como a América. Podemos dar uma vida mais digna para as novas gerações!

A igreja cristã precisa acordar para interceder por esta grandiosa causa.

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