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Quantos jovens e adolescentes, seduzidos pelos ideais esquerdistas, são provenientes de lares com pais separados ou pais ausentes?

Influência Jovem -
A sociedade é em essência um “ser vivo” que está em constante crescimento, desenvolvimento e transformação.
Todavia, há sempre períodos de maior intensidade e impacto, onde valores éticos e morais são reavaliados e, por vezes, redefinidos.
Diante desse pequeno pensamento, é possível observar, na atualidade, que a sociedade tem vivido novamente um desses momentos conturbados, e naturalmente as consequências negativas também são inevitáveis. A ideia, neste pequeno texto, é levar você a pensar em uma das consequências mais devastadoras nessa nova era.
Dentre os inúmeros aspectos que poderíamos abordar, é exatamente neste ponto que queremos focar.
O número de divórcios cresce rapidamente, e a instituição “família” vem sendo afetada de tal forma que tem moldado, inclusive, a nova forma de viver e fazer política. Assim como, a quantidade de lares onde o pai e a mãe permanecem casados, mas por necessidade, precisam trabalhar muito, reduzindo o tempo de qualidade a pequenos e raros momentos de convivência.
Gerando não apenas um desgaste e uma frustração pessoal entre o casal, mas também uma devastadora mudança de valores e princípios na cabeça de seus filhos. As consequências desse divórcio e/ou ausência vão ecoar e de alguma forma se materializar na forma como os filhos passarão a ver as relações humanas, as vantagens e desvantagens de um casamento a luz do exemplo mais próximo que estão tendo e consequentemente vão exteriorizar isso na forma com que vão se relacionar e na forma como vão buscar a interferência, ou não, do Estado em suas vidas.
Não sou profissional da área de psicologia, e, portanto, o presente texto é baseado em uma experiência de vida, onde ao longo dos últimos 10 anos tenho ajudado, de forma voluntária, em uma instituição religiosa, a escutar, amparar e sempre que possível aconselhar adolescentes e jovens, transmitindo não apenas ideias, mas palavras baseadas na fé com a qual me identifico.
E é muito interessante observar que aqueles que tiveram que enfrentar e reaprender a viver a vida com pais separados ou ausentes, desenvolveram uma incredulidade, um desânimo e uma falta de fé na instituição “família conservadora”. E o mais assustador é que, a princípio, não são guiados por pessoas ou ideologias, são moldados pela forma com que os próprios pais, que via de regra, são as pessoas que eles mais amam, transmitem a ideia de que não vale a pena ter relacionamentos nos moldes tradicionais.
Claramente não existe uma estatística científica, pelo menos, não que eu tenha tomado conhecimento, da quantidade de adolescentes e jovens que após o divórcio dos pais passam a rever os conceitos morais e os valores conservadores nos quais estavam inseridos, mas é fato que ao conversar com qualquer um deles, percebe-se que a maioria esmagadora, deixa de acreditar ou pelo menos vê suas convicções abaladas. E quando digo maioria, sim, posso afirmar que a cada 10 adolescentes ou jovens que vivem essa realidade, apenas 1 se mantém convicto de que os valores morais conservadores são os mais adequados e possíveis para uma sociedade equilibrada.
E ao abordar um pouco mais sobre esse pensamento, baseado nos números acima, é importante entender que são esses adolescentes e jovens que serão a próxima geração de eleitores, trabalhadores e pais.
Talvez você se pergunte, como é possível uma geração tão cheia de tecnologia, facilidades e informação não conseguir se manter em relacionamentos fixos ou mesmo não conceberem mais a ideia de constituir uma família nos padrões até então considerados moralmente corretos? E é possível seguir um pouco mais adiante com as perguntas, como uma geração tão nova e cheia de vida pode não valorizar uma gestação, ou ser a favor do uso de drogas de forma deliberada, não conseguir ponderar e entender que é importante ter o pai e a mãe presentes no crescimento e desenvolvimento do ser humano?
Pode-se dizer que todas essas perguntas se encaixam perfeitamente nos movimentos políticos e sociais que se tem observado nos últimos anos entre a juventude.
Politicamente falando, cresce cada vez mais o número de filhos de pais conservadores, de “direita”, que são adeptos ao modo de viver e pensar da “esquerda”.
Sim, volto a dizer que este é um texto para se pensar, não existe comprovação científica disso, mas a verdade é que quanto mais nos expomos a essa juventude, mais percebemos que o movimento político de “esquerda” tem sido amplamente fortalecido por conta de uma ruptura dentro da própria “direita” conservadora. Com certeza não é a regra, mas, também, está muito longe de ser a exceção, adolescentes e jovens que hoje, em sua maioria se identificam com os ideais de valores morais e políticos de “esquerda”, o são, porque em algum momento olharam para os modelos conservadores a sua volta e não encontraram uma inspiração.
Não se pretende com esse texto fazer uma crítica a quem quer que seja, muito menos julgar os motivos dos divórcios e/ou ausências, mas é de extrema importância saber fazer a leitura da transformação que a sociedade vem sofrendo não apenas analisando as consequências resultantes dessa transformação, mas principalmente entender a causa dessa transformação.
Como Cristã, não posso ignorar o fato de que essa juventude “esquerdista”, em grande parte, não é apenas mais um “erro”, ou uma geração que está apenas sendo moldada pelos políticos, artistas ou organizações, mas sim, é preocupante, e, é dever de cada Cristão reavaliar seus próprios julgamentos e forma de viver, pois a ruptura familiar gera uma ruptura social e política que torna o conservador um “maluco” extremamente desacreditado e o liberal “esquerdista” o ser mais descolado e realista do mundo.
É dever do Cristão não apenas defender a família ou modelos conservadores de moralidade, mas viver e zelar por ela. É dever do Cristão ser a inspiração que o mundo precisa, inclusive e principalmente em suas relações familiares, o que gravemente não vem acontecendo.
Pais separados ou ausentes não tomam atitudes como estas pelo simples prazer de desestabilizar sua vida e sua família, ou fazer com que seus filhos desacreditem na instituição família, mas infelizmente, na prática, é justamente isso que tem acontecido. Olhar para a juventude de “esquerda” não deve gerar um sentimento de repúdio ou de taxar tais pessoas como inadequadas ou erradas, mas deve nos fazer pensar, como Cristãos, no porque este movimento cresce tão rapidamente e de forma tão extremista, a ponto de transformar uma geração inteira em poucos anos e formar uma nova geração tão distante dos ideais conservadores.
A questão não é quem está certo ou errado, a questão é que a sociedade sofre mudanças, transformações e toda mudança traz consigo consequências boas, mas também ruins, e saber olhar sem condenar para o que de ruim está acontecendo é um grande desafio.
O Divórcio e a ausência dos pais afetam sim o crescimento e o desenvolvimento dos filhos, mas acima de tudo, molda os valores e ideias dos mesmos, e entre muitos motivos e razões para se ter uma geração tão avessa aos moldes conservadores, o exemplo que parte da própria casa ainda é o mais forte e devastador.

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