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Influência Jovem -
Machado de Assis, em seu texto “Notícia da atual literatura brasileira. Instinto de nacionalidade” — publicado originalmente em O Novo Mundo, 24 de março de 1873 — expõe algumas críticas sobre a literatura nacional em sua época.


Umas das críticas (a principal) trata-se da tentativa forçada de criar-se uma “literatura nacionalista”, com apelos poéticos às temáticas indígenas, geográficas, fauna e flora (muito comum também posteriormente na primeira fase do modernismo, a partir de 1922)


“[...] e perguntarei mais se o Hamlet, o Otelo, o Júlio César, a Julieta e Romeu têm alguma coisa com a história inglesa nem com o território britânico, e se, entretanto, Shakespeare não é, além de um gênio universal, um poeta essencialmente inglês” — Machado de Assis


Machado fala sobre o aspecto primitivo da produção intelectual no Brasil: “De todas as formas várias as mais cultivadas atualmente no Brasil são o romance e a poesia lírica [...] Não se fazem aqui (falo sempre genericamente) livros de filosofia, de lingüística, de crítica histórica, de alta política [...] que em alheios países acham fácil acolhimento e boa extração [...]” — Idem

Sobre a poesia Machado diz: “Não faltam à nossa atual poesia fogo nem estro. [...] Em que peca a geração presente? Falta-lhe um pouco mais de correção e gosto; peca na intrepidez às vezes da expressão, na impropriedade das imagens na obscuridade do pensamento. [...] o sublime é simples.

Sobre o teatro: “Não há atualmente teatro brasileiro, nenhuma peça nacional se escreve, raríssima peça nacional se representa [...] Hoje, que o gosto público tocou o último grau da decadência e perversão, nenhuma esperança teria quem se sentisse com vocação para compor obras severas de arte”.


Há também a crítica acerca da linguagem. Machado acusa os escritores de serem muito influenciados pelos modismos populares, como gírias, expressões, coloquialismos. É comum que haja uma influência saudável, mas o escritor é quem deve aperfeiçoar a linguagem do povo, segundo o autor.

Outro aspecto do Brasil do século XIX que parece não ter mudado muito: “[...] não se lêem muito os clássicos no Brasil”, diz Machado. 


“Cada tempo tem o seu estilo. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem, desentranhar deles mil riquezas, que, à força de velhas se fazem novas, — não me parece que se deva desprezar. Nem tudo tinham os antigos, nem tudo têm os modernos; com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum.”

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